O projeto, implantado entre duas tranquilas ruas paralelas da Vila Madalena, se apropria da topografia acidentada do terreno transformando-o em um dos fatores determinantes para a linguagem formal alcançada.
A desconstrução estética do conceito de edifício, transformado em agrupamentos de módulos verticalmente desalinhados nas quatro faces, é o partido principal desta construção projetada por Isay Weinfeld em parceria com a IdeaZarvos!.
Essa linguagem também exprime a intenção de integração com o entorno, composto essencialmente por residências escalonadas, tanto formalmente quanto na questão do uso, dessa forma, o arquiteto busca a criação de espaços tranquilos e arborizados, traduzindo o conceito do morar em uma casa.
A ideia de fachada também é subvertida à medida que não há vistas estáticas da construção pois sua leitura é tridimensional a partir de qualquer perspectiva.
Sua volumetria, dinâmica e modular, reflete este desalinhamento ocasionado pela sobreposição de plantas que negam a denominação tipo padrão: o edifício é composto por apenas 8 apartamentos, um por andar, cada qual com um programa distinto.
Este escalonamento volumétrico proporciona também áreas mais ensolaradas para as varandas dos pavimentos mais baixos, criando visuais e perspectivas interessantes a partir de cada apartamento.
Em comum a todas as plantas, o volume estrutural interno constituído pela circulação torna-se o elo de condução vertical a todos os andares.